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Corredor ecológico

Corredores Ecológicos – Mogi das Cruzes.

2014

Pinhal Arquitetura

Equipe Técnica:

Paulo Pinhal – Arquiteto e Urbanista

Fernando Claret – Arquiteto e Urbanista

Camila Ferreira – Designer de Interiores

Thiago Lima – Designer Gráfico

            Tem esta proposta o objetivo de fazer uma intervenção na cidade de Mogi das Cruzes por meio de um tubo com características plásticas que possa ter uma floresta nativa dentro dele fazendo uma ligação entre a Serra do Itapety e a Serra do Mar.

            Procuramos criar uma forma que tenha um movimento orgânico similar as próprias serras e ao mesmo tempo deixando transparecer a tecnologia.

            Dentro desta viagem utópica aproveitamos os pilares para que estes pudessem serem transformados em uma Via Rápida Diametral, onde teríamos uma autopista que faz as ligações entre as saídas e entradas da cidade, evitando o aumento de transito dentro da malha urbana.

            Como a proposta da Mostra é focado na plástica, procuramos trabalhar uma forma diferenciada da arquitetura tradicional da cidade, visando criar um contraste e reflexões e ao mesmo tempo com um olhar para o futuro.

Veja melhor a proposta

Praça molhada

Praça Molhada no Parque da cidade

Para a cidade de Mogi das Cruzes é importante ter um Projeto assinado pelo Ruy Ohtake, um dos grandes arquitetos brasileiros e é perfeitamente compreensivo que por questões burocráticas pela Lei de Licitações, a Administração o tenha escolhido pelo quesito “notório saber” que ajuda a dispensar qualquer tipo de licitação para o Projeto.

Uma coisa é o Projeto e outra é a obra construída com os seus usuários. Para nós arquitetos, sempre temos surpresas sobre o usuário, por mais que estudemos. No caso do Parque da Cidade não foi diferente. Com o “Espelho d’água” logo na entrada e com o calor que tem feito, virou um convite para se refrescar, principalmente as crianças.

Como não temos na região nenhum instrumento público que atenda esta necessidade de se refrescar em época de calor, passou a ser inevitável o acesso do público no “Espelho d’água”, criando assim polemicas nas redes sociais sobre a educação dos usuários.

Como arquiteto, usuário e observador, fico pensando em soluções para este novo problema de adequar o Parque para os usuários e foi por meio de um post na redes sociais que sugeri uma Praça Molhada que atendesse esta necessidade de se refrescar.

A Praça Molhada existe em vários lugares do mundo, e a proposta é simples, pois é um espaço permeável, com pisos antiderrapantes e com vários pontos de jatos de água que funcionam de maneira aleatória, fazendo com que crianças e adultos possam se refrescar com segurança. No post das redes sociais colocamos vários modelos existentes em vários países.

Seria fácil projetar uma e até surgiu outro amigo arquiteto que disse que se eu arrumasse um local público ele conseguiria patrocinadores para a implantação da Praça Molhada, no entanto o problema esta no Parque da Cidade.

Por ser projeto do renomado Ruy Ohtake fica difícil e antiético elaborar qualquer coisa que altere a configuração espacial arquitetônica do Parque, foi ai que encontrei uma solução que respeita o projeto e atende a necessidade da Praça.

No mesmo local onde existe o “Espelho d’água”, adicionaria um deck de madeira e ampliaria os jatos de águas existentes, transformando parte do “Espelho d’água” em Praça Molhada.

Minha proposta é que no verão, colocariam o deck de madeira e no inverno se retirava transformando o “Espelho d’água” para nautimodelismo .

Outra proposta é levar o problema para o arquiteto Ruy Ohtake e solicitar que seja feito uma Praça Molhada para atender esta necessidade, que para o Parque, já provou ser necessária.  

             

             

             

        

                       

             

             

             

             

 

             

 

 

 

 

 

 

 

 

 

linha do trem no centro

Praçarela em Mogi

Na edição de domingo, dia 20 de agosto de 2017, O Diário, jornal da cidade, por meio do jornalista Natan Lira publicou uma proposta minha para a solução da Rua Dr. Deodato Wertheimer, por conta da linha de Trem que corta a cidade.

Fazer uma proposta de transformar o Trem elevado não é nenhuma novidade ou mesmo originalidade, pois já existiram vários cidadãos e até arquitetos que fizeram esta proposta, pois entendemos que é racional liberar o térreo para os pedestres e deixarem os transportes dos vagões: aéreo ou subterrâneo como um Metrô.

A questão de cristalizar uma ideia passa por um processo que é a sua viabilidade e a sua justificativa. Quando o jornalista entrou em contato pedindo uma solução para a cidade, a primeira ideia era fazer uma “Praçarela”, ou seja uma mistura de Praça com passarela em toda área central, que serviria para que integrássemos os dois lados da cidade de Mogi das Cruzes. No entanto, quando comecei a desenvolver a parte gráfica, não vi sentido em valorizar o Trem e desvalorizar os pedestres.

Mesmo já tendo desenhado a “Praçarela”, tratei de deletar e foquei em desenhar uma proposta para que os pedestres fossem valorizados na área central. E daí saiu a proposta de se elevar o Trem e criar um Parque Linear com muitas atividades.

Esta proposta me seduziu e como uma ideia conecta com a outra, vi as possibilidades das atividades no Parque Linear, como tirar o skates dos calçadões e da Praça da Matriz e levar para este Parque, vi também a possibilidade de criar um espaço para “Curso de Segurança Urbana”, onde o cidadão aprende como viver dentro do espaço urbano com segurança, quer seja para conviver com bicicletas e automóveis, ou mesmo para algum evento em situação de risco.

Acho até mais interessantes esta ideia do que todo o resto do projeto.

Enfim, agradeço sempre ao O Diário, pela oportunidade de apresentar propostas que podem até virarem realidades, tais como foram citadas na reportagem, por outro lado, não estou preocupado com a paternidade das ideias, pois, não sou politico, e o que me interessa é a valorização do profissional arquiteto e urbanista.

O que eu aprendi com os grandes mestres que trabalhei é que a Utopia existe até que se torne realidade.

Paulo Pinhal.

DIVINÃO

CENTRO DE CONVENÇÕES MOGI

(DIVINÃO)

          O Professor Josemir Ferraz Campos, história viva das Festas do Divino, nos procurou com o argumento de que há 17 anos publicou no jornal, O Diário, sobre a necessidade da cidade de Mogi das Cruzes ter um Centro de Convenções, e nos desafiou a desenvolver uma ideia que a cada dia se faz necessário.

          A festa do Divino deste ano de 2019 movimentou mais de 250.000 pessoas e a tendência é de crescimento. O custo atual para a sua implantação da Festa do Divino, vizinha ao CIP, no bairro do Mogilar, onde ocorrem às barracas e shows, ultrapassam a centenas de milhares de reais, o que viabiliza o investimento até pela iniciativa privada.

          Pensando neste tema e com uma visão futura, o Centro de Convenções Mogi, aqui carinhosamente chamada de “Divinão”, pode ser um Pólo regional de atividades tais como as nossas tradicionais festas: do Caqui, Pêssego, Outono, Expo Mogi e tantas outras que necessitam movimentar o mercado; além de ser uma opção turística para a cidade. Mogi das Cruzes, por sua localização a distância de 50 km. da Capital, tem vocação natural para este empreendimento.

Considerando os tempos obtusos que o nosso País passa, pensamos no reaproveitamento da estrutura do atual CIP, que tem uma área aproximada de 6000 m², para com uma roupagem nova e uma atualização arquitetônica possa transformar em um Centro de Convenções com um grande espaço para múltiplos usos de feiras e festas da cidade.

          O local facilita o acesso de quem vem de fora da cidade, evitando aumentar mais o trânsito na área central. Próximo da Estação de Trem, Terminal de Ônibus que completam e facilitam o acesso.

Todas as atividades que hoje são desenvolvidas no espaço do CIP, seriam transferida para um edifício novo a ser construído de frente para a Avenida Cívica, incluindo o Pró-Hiper.

          O Centro de Convenções é acompanhado de um espaço de múltiplo uso, que denominado “Praça de Eventos”, onde poderão ocorrer shows, atividades cívicas ou mesmo de lazer que completam o complexo.

A Praça de Eventos, onde ficaria uma concha acústica e uma Serra metálica, para que possa ser mais um espaço de lazer para a população da cidade. Na Praça de Eventos serão prevista toda a mobilidade, incluindo o acesso as serras de metais para que todos tenham a mesma oportunidade de usufruir do equipamento urbano.

O Centro de Convenções teria capacidade de comportar até 6.000 pessoas dentro dele e na Praça de Eventos mais umas 10.000 pessoas totalizando 16.000 pessoas ao mesmo tempo.

          A área prevista para estacionamento é de 1200 vagas distribuídas entre estacionamentos no subterrâneo e também no edifício a ser construído para as atividades que hoje ocorrem no local.

Cruzamento do habibs

Praça Kazuo Kimura ( Praça do Habibs)

Publiquei uma das ideias para a cidade no quesito “mobilidade” e deu para sentir que é um problema urbano que afeta um grande número de pessoas, onde até teve desdobramento com notícia no jornal Diário de Mogi.

No post apresentado, um funcionário do Departamento de Transito comentou que já pensaram na proposta apresentada, mas por conta do Córrego do Lava Pés, haveria a necessidade de se fazer um ponte que seria implantada dentro do projeto Eco Tietê.

Conheço o projeto Eco Tietê e não vi nenhuma intervenção na rotatória, mas, projetos e verbas mudam conforme o vento sopra.

Fiquei pensando uma maneira de resolver o problema de mobilidade sem esperar as intervenções do Eco Tietê e partir para pensar soluções.

A solução apresentada respeita as infraestruturas existentes, fazendo apenas um ordenamento do fluxo do transito, onde aproveitei para transformar a Praça Kazuo Kimura, mais conhecida como Rotatória do Habibs, fazendo uma homenagem a comunidade japonesa e ao próprio Parque Centenário que fica próximo. Acabei colocando uma escultura que faz alusão a bandeira do Japão.

A proposta continua a mesma. Para quem vai virar a direita, não tem semáforo e é livre. Para quem vai cruzar a via, teríamos um semáforo como qualquer outro cruzamento.

Torço para que algumas destas idéias vinguem.

Arquiteto e Urbanista – Paulo Pinhal.

projeto catavento

Catavento

Descentralização dos instrumentos culturais.

Considerando que quando analisamos os mapas da cidade de São Paulo: Da Violência e dos Instrumentos culturais, se observa que onde existem mais violências são as regiões desprovidas de Instrumentos culturais, e o que tem menos violências são os que tem mais instrumentos culturais.

Vamos entender que Instrumentos culturais podem ser espaços físicos ou atividades que venha a contribuir para a cultura e educação do povo.

Se tivermos uma gestão que possa facilitar os acessos à instrumentos culturais estaremos preparando os cidadãos para a fuga da ignorância, alem de mostrar caminhos e criar oportunidades para os talentos naturais existentes em toda a cidade.

Focando inicialmente nas crianças, seguindo do adolecente até atingir toda a sociedade. A cultura como um óculos para o miope. Fazendo com que as pessoas vejam horizontes de oportunidades para o crescimento pessoal e familiar.

A Descentralização.

Se for implantado Programas culturais em periferia, começando com um espaço que possa agregar Biblioteca, Anfiteatro simples, que seja uma construção sustentável com energias elétricas por meio de Placas Fotovoltaicas ou por Energia eólicas. Que a construção tenha reuso de água, bem como horta urbana e vegetações com árvores nativas favorecendo a fauna.

Projeto Catavento

   O projeto Catavento que agrega uma Biblioteca que funciona como uma célula do sistema de biblioteca do Município, onde o cidadão consegue acesso à livros existentes na cidade, mediante agendamento, sem a nescessidade de se deslocar até a Biblioteca Central.

    Da Biblioteca central saem os livros solicitados pela Unidades das periferias chamadas de Catavento, de acordo com a demanda. Deixar mais acessível os livros para os cidadãos é a proposta.

   Os edifícios Cataventos espalhados pela cidade de maneira padrão e com comunicação visual igual para ser identificado em qualquer bairro da cidade. Prestando sempre o mesmo serviço e sob a responsabilidade de Associações ou Ongs locais.

   As atividades culturais devem ser planejadas para que toda a cidade receba tanto filmes, palestras bem como peças teatrais sejam iguais em todas as unidades da cidade, fazendo que estas atividades se tornem itinerantes.

 A proposta arquitetônica segue uma linha de peças pré moldadas.

Neste espaço é possível também ter pequenos shows musicais acústicos.

Mercadão 24 horas

Mercadão 24 horas

Mogi das Cruzes – São Paulo.

  1. Viver o Centro de Mogi a noite

Desafio os amigos a fazer um passeio a noite a pé pelo centro da cidade de Mogi das Cruzes. Se gosta de aventura e adrenalina é um prato cheio. Provavelmente por toda esta aventura que o centro oferece é que os Shoppings sejam a opção mais segura, lembrando que nem todo mundo da cidade tem condições de ir até o Shopping e mesmo que não compre nada, ainda existe o custo do estacionamento. Isto aumenta a desigualdade da sociedade e a falta de opção de lazer para todos.

2. Viver o Centro de Mogi a noite.

Parabéns para quem pode frequentar o shopping ou mesmo a área do Monte Líbano, mas o meu foco é a cidade como um todo. A cidade de Mogi é por natureza desigual.

No centro da cidade é que estão os principais Instrumentos Culturais da cidade, que são as melhores opções para quem não tem dinheiro para acessar lazer e entretenimentos e que no período da noite funcionam até certo período e depois o centro todo morre.

3. Viver o Centro de Mogi a noite.

Temos um centro da cidade que só funciona no período diurno, pois quando a noite chega, perdemos a cidade para os sem tetos, apesar do excelente trabalho que são desenvolvidos pelos Assistentes Sociais e seus Programas, perdemos para a prostituição e perdemos para os marginais noturno, incluindo os pichadores que dominam a área.

              Passear a pé pelo centro da cidade depois de certa hora, passa a ser um aventura com muita adrenalina.

4. Viver o Centro de Mogi a noite.

Carga e descarga de produtos a noite e de dia.

No período do dia o maior problema que temos na cidade é o trânsito e ele fica pior quando há carga e descarga de mercadorias feitas por caminhões. Apesar de ter um horário controlado, mas o problema maior é que o transporte pesado incluindo o ônibus que abala as estruturas das construções centenárias do centro da cidade.

  • Existem várias cidades no mundo que adotaram outros tipos de abastecimento sem caminhões nas áreas centrais. Não podemos esquecer que é o nosso Centro Histórico de Mogi. A Prefeitura deve urgentemente aplicar o I do artigo 6º da Lei Nº 6288 de 14 de setembro de 2009, pois ela está sendo conivente com a degradação dos edifícios históricos.
  • O pior caso está nos ônibus que trafegam pela Rua São João em frente da Igreja do Carmo, monumento tombado pelo Patrimônio, municipal, estadual e federal. A igreja vem nos últimos anos apresentando trincas e rachaduras decorrente ao transporte pesado que passa pela via.
  • Na região do Mercadão não é diferente, pois os caminhões, mesmo pequenos ocupam espaço que poderiam ajudar na mobilidade do transito.

5. Viver o Centro de Mogi a noite.

Segurança a noite.

O Brasil inteiro tem problemas sociais e com seguranças a noite. Não é um privilégio da cidade de Mogi das Cruzes.

Mas vale lembrar que quando há vontade política, podemos amenizar esta situação.

Já tive oportunidade de andar pelas madrugadas no Bronx, distritos de Nova York, Buenos Aires e várias cidades da Europa e nunca me senti inseguro. Em Nova York implantaram a “Tolerância Zero” e fez com que a população sentisse segura em caminhar e usar os equipamentos urbanos na madrugada.

Mas o melhor exemplo da cidade é a Praça do Bom Jesus (São Benedito) que havíamos perdido para os moradores de rua. Apesar do excelente trabalho que os Assistentes Sociais e Programas que a Prefeitura tem, a Praça distanciou os cidadãos comuns e seus familiares de usar aquele espaço público.

A Prefeitura fez um trabalho que conseguiu resgatar a Praça para o povo e continua vigilante para evitar que aquela situação caótica volte.

Assim como fez na Praça do Bom Jesus, pode ser aplicado em todo o centro da cidade. Criando um Tolerância Zero mogiano.

6. Viver o Centro de Mogi a noite.

Descentralização

A cidade de Mogi das Cruzes peca nas questões de mobilidade. Além de ser uma cidade antiga com ruas e calçadas estreitas no centro da cidade, não existe um planejamento diametral de circulação do trânsito. Todo o trânsito entre bairros tem que passar pelo centro trazendo muitos carros que estão apenas de passagem. O resultado todos conhecemos.

Não é culpa só desta gestão, mas é uma característica das últimas décadas que foi dominada pela Associação Comercial e seus interesses pessoais e não da cidade.

A Lei de uso e ocupação do solo existente trouxe um olhar para que facilitasse o comercio local, fazendo com que os bairros ficassem autossuficientes e sem a necessidade de vir para o centro da cidade. Na teoria é fantástico, mas ainda não temos eficiência em sua aplicação, principalmente quando o assunto é espaços de lazer e cultura público. O Botujuru por exemplo não tem nenhuma Praça Publica e nem agência do Correio e Banco.

A descentralização deve ser aplicada em toda a sua essência, e deixar o centro como um Centro da História da cidade atraindo principalmente o Turismo, afinal somos um MIT – Município de Interesse Turísticos.

Dar mais vida para o Centro da cidade a noite pode fazer toda a diferença, inclusive para os comerciantes.

7. Viver o Centro de Mogi a noite.

Viva o centro

Alguns anos atrás participei de um movimento que chamava “Viva o Centro”. Muito interessante a proposta até descobrir que era um trampolim político. Nunca mais ouvi sobre o movimento e acho que deve ter morrido.

Os comerciantes do centro com a concorrência de outros locais como Hipermercados, Malls, Shopping e Centro Comerciais por conta de estacionamento e segurança perderam clientes potenciais.

A questão de estacionamento é um problema que tem solução e entre elas esta ter áreas de estacionamentos nas extremidades do centro e fazer o traslado com um VLT ou Micro-ônibus. A pessoa já se habituou a pagar estacionamento, só que com a baldeação, ficaria mais fácil para sair do centro.

Se fosse no período noturno, criar estacionamento controlado com segurança, além de ter transporte coletivo 24 horas.

8. Viver o Centro de Mogi a noite.

Mercadão Municipal

Quem viaja pelo interior do Brasil sabe muito bem que quando tem um Mercadão é ali que encontramos os produtos típicos da região.

Temos em nossa memória encontrar a Geleia de Mocotó, as galinhas vivas, as carnes secas, o maravilhoso figo cristalizado que presenteei muitos amigos, pois era especial, hoje existe, mas é industrializado. Entre tantas outras coisas e por conta do próprio mercado da cidade o nosso Mercadão se transformou.

Hoje encontramos no Mercadão o que encontramos na maioria dos supermercados e ainda vemos muitas lojas fechadas e algumas até como depósito em uma área nobre comercial. Sou frequentador do mercadão, mas cada vez que entro sinto que aquele Mercadão ficou para tras.

Quando fiz um curso na Sorbonne, o pessoal combinou de levar um presente para o reitor que representasse a cidade. Bem caqui não dava para levar, por conta de que eles não deixam entrar frutas na França. O jeito foi procurar alguma lembrança de Mogi e percorri toda a cidade e não encontrei nada até que cheguei no Mercadão e em uma banquinha onde vendia buchas, encontrei uma canequinha de bambu escrita “Lembrança de Mogi”. Foi o que me salvou.

Ter um Mercadão que venda produtos regionais e lembranças de Mogi deve ser o foco para a próxima ideia.

9. Viver o Centro de Mogi a noite.

Mercadão 24 horas

Vamos considerar que o centro da cidade morre a noite. Que as ruas ficam inseguras por conta de seus frequentadores e os cidadãos desaparecem em seus bairros que na maioria são pobres de atividades culturais.

Fazer com que o Mercadão funcione “24 horas”, traria uma nova vida para o centro da cidade, onde todos ganhariam: Comerciantes e população.

Que dentro do Mercadão tivéssemos bancas de serviços essenciais, como: Chaveiros, Sapateiros, Costureiras, encanadores, eletricistas e outros, além de produtos já comercializados no espaço comercial.

Nos outros post que fiz coloquei as questões de mal uso do espaço, estacionamentos, segurança, valor histórico e cultural. Antes da pandemia a feira noturna do Varejão era o maior sucesso, mesmo sendo para alguns fora de mão.

No centro da cidade temos infraestrutura comercial e cultural que adormece em momento que o consumo aumenta. Eis a oportunidade de mudar a história da cidade e do centro de Mogi das Cruzes.

Considerar o mercadão como ponto central da vitalização noturna do centro agregando atividades culturais e esportivas (corrida, caminhada, bicicletas) que contribuiria para que a população ganhasse novamente o espaço e com o aquecimento do comércio.

10. Viver o Centro de Mogi a noite.

Rua Coberta.

A necessidade de atrair mais o público para o Mercadão está fazendo com que a Secretaria da Agricultura pense em fazer uma Praça de Alimentação dentro do mercado nos próximos meses.

Eu sempre falo para os alunos que a arquitetura não resolve tudo. Existe o lado comportamental que deve ser trabalhado para que a arquitetura facilite o desenvolvimento das atividades.

Me lembro do Ex Prefeito Bertaiolli querendo que os comerciantes fizessem sanduiches de mortadela para que pudesse atrair mais pessoas como ocorre no Mercadão de São Paulo. Quer comer um pão com mortadela no Mercadão de São Paulo?. Entre na fila.

Mas sabendo das intenções é que me propus a oferecer um estudo de implantação de uma Praça de Alimentação na Rua Lateral que é subutilizada e que pudesse fazer a integração do interno com o externo.

A proposta inicial apresentada nas redes sociais foi muito bem recebida, o que significa que a população quer mudanças.

Este espaço externo coberto teria conexão direta com o Mercadão e facilidade de acesso aos sanitários, por outro lado estaremos criando local adequado para atividades culturais e de fácil acesso para a população.

Ajudamos o Mercadão e damos vida para o Centro.

Todos os outros questionamentos que possam ser levantados estão nos posts de 1 a 9 e as questões que não estão, podemos abordar.

Fica aqui a contribuição de mais uma ideia para a cidade, visando a melhoria sempre.

Cinema ao ar livre

Cinema ao ar livre

Mogi das Cruzes.

O nosso Centro da cidade vive um momento difícil. O comércio crescendo para a periferia, novos Centros de compras pipocando pela cidade e a tendência é aumentar, pois a Lei de Uso e Ocupação do Solo do Município favorece. O Trânsito contribui para congestionar e fazer com que o consumidor pense duas vezes antes de ir até o Centro da cidade.

O resultado pode ser visto por meio de um passeio onde o número de lojas fechadas refletem exatamente o que já sabemos há algum tempo. O Centro está morrendo.

Os principais instrumentos culturais que estão no centro tem um horário de funcionamento “comercial” o que contribui para que nos fins de semana tenhamos um Centro sem vida e até certo ponto perigoso. Mesmo durante o dia.

A noite nem se fala. A partir das 19h00 o Centro da cidade se esvazia e surge os novos donos do pedaço: Prostituta, Vândalos e Moradores de Ruas. Eles não estão errados, pois abandonamos a área Central.

Dentro da proposta de dar vida ao Centro estamos propondo uma ideia para que possa vitalizar, humanizar e valorizar o nosso Centro Histórico.

Cinema ao ar Livre

Já temos local perfeito que é a Praça do Rosário, mais conhecida com a Praça da Marisa onde poderíamos colocar uma tela e um projetor que pode ficar em uma Van e projetar sessão de cinema com Audiodescrição e favorecendo área para os cadeirantes. Hoje é possível com o sistema bluetooth acessar por fone de ouvido diretamente do celular o áudio.

A proposta é mais cultural do que arquitetônica, pois o que valerá serão os conteúdos que serão projetados. Podendo apresentar Festivais de 1 minuto, Festivais Mogianos, Festival dos filmes do Oscar, Festival do Mazaropi etc…

Olha que oportunidade temos a um custo muito barato de ter vida no Centro nos horários da noite até as 22h00 e nos finais de semana. Seria uma forma de passar cultura para os nossos cidadãos.

Com o movimento no Centro, as lojas podem ficar abertas até mais tarde, criando dinâmicas e atividades que ajudarão também as questões de segurança. Como falei. Se nós cidadãos não tomarmos o território, alguém da marginalidade toma.

Quando tem os Foodtrucks no Parque da cidade, a vizinhança toda reclama, e porque não na Praça onde terá o Cinema ao Ar livre, principalmente aos sábados e domingos. Tenho certeza que vai ter muito consumidor em horários alternativos e esta atividade não atrapalha a rotina do comercio local com o seu horário comercial.

Vão existir um monte de críticas a proposta, mas devemos pensar vitalizar o Centro da Cidade antes que ele morra de vez. Exemplo em outras cidades temos aos montes.

Vamos redescobrir o potencial do Centro.

Faixa Cidadão

Faixa Cidadão

Como o cidadão e cadeirante utilizam a calçada para circular nesta rua ?

Como urbanista venho propor a criação de uma “Faixa Cidadão” nas ruas com declividades, deixando uma faixa de segurança de 1,20m para os pedestres, ciclistas e cadeirantes, visando a mobilidade nas ruas.

Esta Faixa Cidadão tem uma proteção com o trapézio de concreto para que os automóveis não tenham acesso, deixando espaço apenas para os acessos aos automóveis para as casas.

Ela é provida de faixa podotátil para a mobilidade do deficiente visual. 

A faixa amarela é a Faixa Cidadão para todas as ruas inclinadas da cidade.
Os trapézios de concreto evitam que os carros avancem.

Duplicação Mogi Bertioga

Estrada sobre estrada

Paulo Pinhal

A SP-98 é a Rodovia Dom Paulo Rolim Loureiro mais conhecida como Rodovia Mogi-Bertioga, foi inaugurada em 1982, durante a gestão do governador Paulo Maluf, ligando o município de Mogi das Cruzes, localizado no planalto, até Bertioga.

Mogi das Cruzes sempre sonhou em ter um acesso ao litoral, pois a praia fica a mais ou menos 50 quilometros da cidade. A construção da estrada sempre foi promessa dos politicos mogianos que se realizou com o empenho do então Prefeito Waldemar Costa Filho e com a ajuda técnica do Engenheiro Jamil Halage.

A construção da estrada impactou de maneira positiva para ambos os municipios. Mogi das Cruzes que passou ser uma opção de acesso para o Litoral Paulista e para Bertioga cujo crescimento exponencial contribui para que em 1991 o municipio deixasse de ser um pequeno distrito de Santos.

Todas estas facilidades de acesso, com o tempo veio o aumento do número de carros e pouco se fez para a melhora da estrada e no trecho da serra continua a mesma de 35 anos atrás, fazendo com que congestionamentos sejam constantes, principalmente em período de feriados.

A necessidade de duplicação da pista é um assunto debatido constantemente, mas devido a uma série de fatores e entre eles a questão da estrada estar cortando o Parque Estadual da Serra do Mar e outras áreas que são de mananciais, as questões de desapropriações e do impacto ambiental que a duplicação causará.

Pensando exatamente nestes problemas que resolvemos apresentar uma proposta de se criar uma estrada em cima da existente. Mesmo causando impacto, mas em menor proporção, alem de ser um sistema construtivo que é composto por Pórticos colocados às margens da estrada e com lajes estaiadas prevendo que sua implantação não seria necessária a paralização da estrada por longos períodos.

Com uma estrada em cima da outra, poderia a de cima ser no sentido Mogi das Cruzes Bertioga para desfrutar a bela vista do litoral e o retorno e subida da serra por baixo, com toda a estrada iluminada utilizando a tecnologia de placas de fotovoltaicas.

Um ponto fundamental para toda a estrada tanto a de cima como a de baixo é a captação das águas pluviais e o seu despejo passando por um sistema de tratamento de água para que as águas contaminadas com óleo, borrachas e poluição do asfalto não venham contaminarem os córregos e rios que margeam a estrada.

A proposta pode ser utópica para o momento, mas não deixa de ser uma contribuição para ampliar os debates em busca de soluções para o transito nos próximos anos.