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Passarela da fé

Passarela da Fé

Arquiteto e Urbanista : Paulo Pinhal

Todos os anos uma multidão de fieis fazem peregrinação para Aparecida do Norte para ver a Padroeira do Brasil. Em sua maioria prefere fazer pela Rodovia Presidente Dutra, pois ela é bem servida de apoio, quer seja dos Postos de Serviços e Restaurantes, bem como também de voluntários que se dispõe a ajudar os peregrinos, fornecendo água, frutas, café etc…

Conforme a concessionária CCR Nova Dutra, mesmo com as campanhas de orientação, o número de peregrinos na estrada só vem aumentando. No ano passado, foram contabilizados 20 mil romeiros caminhando pela rodovia com destino à Aparecida, no período da festa, em outubro.

A concessionária e o DER pedem que os romeiros usem caminhos alternativos mais seguros, como a Rota da Luz. Criado pelo governo estadual, esse roteiro começa em Mogi das Cruzes, próximo da capital, e segue paralelo à Dutra por 194 km até Aparecida, passando por ruas e estradas menos movimentadas de oito cidades.

A rota é sinalizada. Conforme Virgílio Leocádio, gestor de atendimento da concessionária, apesar das campanhas, o roteiro mais seguro ainda é pouco utilizado, principalmente por falta de apoio ao longo do caminho.

A certeza do aumento de peregrinos a cada ano e o pouco apoio dado pela concessionária que se limita a apenas avisar os motoristas para terem cuidados com os peregrinos no acostamento é um anuncio para uma tragédia maior.

Os peregrinos já estão em estado de vulnerabilidade, pois estão ocupando o acostamento e as vezes em pirambeiras sem qualquer tipo de proteção.

Proposta.

Considerando a responsabilidade da CCR com quem circula pela estrada, sendo responsável indireta por todos os acidentes que ocorrem. O mínimo que ela deve fazer é proporcionar segurança para os seus contribuintes.

         Testemunhamos um grupo de peregrinos a pé que estrangulou o acostamento e fez com que um ciclista para não bater neles entrasse na pista, fazendo com que um carro que vinha freasse para não bater no ciclista e este por sua vez estava sendo acompanhado com uma moto na traseira, que por conta da freada acabou batendo na traseira do carro e girando pegou outra moto. Um ônibus vinha na velocidade permitida para a Rodovia e vários romeiros entraram na pista para segurar o transito e evitar que os motociclistas no chão não fossem esmagados. Poderia ser uma tragédia com perdas de vida, mas tivemos só perdas materiais.

Situações como esta, sempre ocorrem, e a CCR não deixa de ser responsável indiretamente por estes eventos.

Nossa proposta é a criação de uma calçada de 1,50m de largura em “placas” que vá de Guarulhos a Aparecida do Norte.

         Esta passarela, denominada “Passarela da Fé”, seria patrocinada pelas empresas que estão ao longo da Dutra, criando condições de não gerar despesas para a concessionária. Por outro lado, teríamos um ordenamento de uso com segurança para os peregrinos.

         Alguns trechos onde não dá para construir a passarela, nós teríamos um estreitamento do acostamento de uns 0,80m., para que não prejudicasse os automóveis.

         Acreditamos que esta é uma proposta que vai dar segurança aos peregrinos.

          Vamos salvar vidas.           

Mogi das Cruzes, 15 de outubro de 2019

Coracidade

Coracidade

Proposta do CDA – Colégio de Arquitetos/ Pinhal Arquitetura oferecida para a Secretaria da Cultura de Mogi das Cruzes, visando promover a limpeza visual na cidade, oferecer oportunidade para a profissão de pintor, envolver a sociedade no processo e ajudar a natureza com o reaproveitamento das sobras de tintas. 

Coracidade é um projeto que tem como objetivo principal a melhoria visual da cidade, por meio das cores.

  1. Cor na cidade

Sabemos que as Cidades coloridas oferecem uma atmosfera divertida e descontraída. As cores, intensas ou em tom pastel, se alteram a cada esquina, a cada muro, a cada casa. O resultado é um extraordinário impacto visual, fazendo destas cidades verdadeiras paletas urbanas.

A imagem que formamos do meio em que vivemos, essa paisagem urbana que apreendemos, é composta não só por estímulos visuais, mas também por estímulos sensoriais como os sons, ventos, cheiros, aspecto luminoso, temperatura e clima. E, portanto, é individual uma vez que é formada por um conjunto de percepções decorrentes do repertório de cada indivíduo.

A imagem formada do meio em que se vive é decorrente, então, de estímulos visuais e sensoriais e dos referenciais de forma, símbolos, escala humana e, principalmente, da cor. Culturas distintas podem ter diferentes significados para determinadas cores. A cor vermelha foi utilizada no império romano, pelos nazistas e comunistas. Usualmente é também a cor predominante utilizada em redes de alimentação fast-food. O vermelho é a cor do sangue e naturalmente provoca uma reação de atenção nos indivíduos.

Hermann von Helmoltz, um psicólogo alemão, descreveu no final do séc. XIX o fenômeno da constância das cores. Segundo ele, esse fenômeno explica que as cores tendem a reter a aparência que têm à luz do dia, não importando as mudanças drásticas de intensidade e composição espectral da luminosidade no momento em que são vistas.

Tipos de cores:

Embora onipresente e consideravelmente inevitável, a cor não desperta o interesse da maioria das pessoas. Nos afeta emocionalmente uma vez que as coisas podem ser, dependendo da sua cor e das sensações que nos transmitem quentes, frias, provocadoras ou simpáticas, excitantes ou tranquilas. As cores enriquecem o mundo e a percepção que temos dele. Um mundo sem cor é absolutamente inimaginável.

Na cultura ocidental, as cores podem ter alguns significados. Alguns estudiosos afirmam que podem provocar lembranças e sensações às pessoas. A esses efeitos chamamos psicologia das cores e são correspondentes às cores:

  • Cinza: elegância, humildade, respeito, reverência, sutileza;
  • Vermelho: paixão, força, energia, amor, velocidade, liderança, masculinidade, alegria (China), perigo, fogo, raiva, revolução, ´pare´;
  • Azul: harmonia, confidência, conservadorismo, austeridade, monotonia, dependência, tecnologia;
  • Ciano: tranquilidade, paz, sossego, limpeza, frescor;
  • Verde: natureza, primavera, fertilidade, juventude, desenvolvimento, riqueza, dinheiro (Estados Unidos), boa sorte, ciúmes, ganância;
  • Amarelo: concentração, otimismo, alegria, felicidade, idealismo, riqueza (ouro), fraqueza;
  • Magenta: luxúria, sofisticação, sensualidade, feminilidade, desejo;
  • Violeta: espiritualidade, criatividade, realeza, sabedoria, resplandecência;
  • Alaranjado: energia, criatividade, equilíbrio, entusiasmo, ludismo;
  • Branco: pureza, inocência, reverência, paz, simplicidade, esterilidade, rendição;
  • Preto: poder, modernidade, sofisticação, formalidade, morte, medo, anonimato, raiva, mistério;
  • Castanho: sólido, seguro, calmo, natureza, rústico, estabilidade, estagnação, peso, aspereza.
  • Profissão de Pintor

O pintor de parede é o trabalhador da Construção Civil que pinta paredes de casas e apartamentos; esse profissional é de grande importância na Construção Civil, pois ele dá vida às paredes tornando-as lisas, macias, com texturas e com aspecto de novo.

Normalmente o pintor de paredes não trabalha sozinho, ou melhor, dizendo; sempre tem um meio oficial em pinturas denominado ajudante de pintor. A função do ajudante/auxiliar do pintor é ajudar no processo do preparo da superfície que vai ser pintada, assim também como organizar o ambiente de trabalho.

2.1 – O que faz um pintor:

  • » O pintor faz pintura residencial.
  • » Pintura de apartamentos e prédios.
  • » Faz texturas em paredes.
  • » Aplica verniz em portas e janelas de madeira.
  • » Faz pinturas decorativas em móveis e paredes.
  • » E outros serviços relacionados a revestir paredes, tetos, madeiras e outras superfícies.

2.2 – Maneiras de aprender a profissão:

Podemos aprender a profissão de pintor nos seguintes locais:

  • Serviço nacional de aprendizagem industrial: SENAI;
  • Lojas de material de construção ou grandes lojas de tintas;
  • Direto com fabricantes de tintas;
  • No programa pintor profissional: ABRAFATI.;
  • Trabalhando como auxiliar de pintor de parede até aprender a profissão.
  1. Sobra de Tintas

O descarte indevido das sobras de alguns materiais químicos pode gerar sérios problemas. Os restos de tintas, vernizes e solventes podem ser absorvidos pelo solo ou atingir as águas subterrâneas, contaminando o lençol freático. O descarte em bueiros, pias e tanques pode levar para a rede fluvial a contaminação dos cursos d’água. Se o material tóxico for transportado para uma estação de tratamento, ele pode, dependendo da toxicidade, reduzir a carga microbiana. Além disso, dependendo da quantidade de compostos voláteis descartadas e se o ambiente for confinado, pode gerar gases ou provocar explosões, caso tenha uma fonte de calor.

  1. Proposta do Projeto CDA/ Pinhal Arquitetura

              A proposta do Projeto cujo autor é o Colégio de Arquitetos/ Paulo Pinhal, pretende com ajuda de estudantes de arquitetura e engenharia e cidadãos estabelecerem um estudo de fachadas com a aplicação de cores e com autorização por escrito do Proprietário para pintar a sua fachada, de maneira tal a fazer uma composição na imagem urbana.

              Pretende o projeto parceria com o SENAI e Secretaria da Cultura, no sentido de oferecer oportunidade para quem deseja ingressar na profissão de Pintor, ao mesmo tempo favorecer também oportunidade para os grafites dos artistas da cidade. Sempre com a anuência do proprietário.

              Os materiais a serem utilizados provem de uma “Campanha de uso das sobras de tintas”. As sobras de tintas que ocorrem nas reformas e construções e que muitas vezes são esquecidas fazendo perder a validade de uso e também pelo descarte indevido. As construtoras e empreendedores da cidade também podem colaborar com materiais para as pinturas da cidade.

  1. Envolvimento da sociedade

       Este projeto pode ter um caráter de envolvimento social, uma vez que a partir do momento que envolvemos:

  1. Alunos dos Cursos de Arquitetura para elaborar os projetos de programação visual urbana;
  2. Jovens interessados em aprender a profissão de Pintor de paredes, inicialmente orientado por professores do SENAI;
  3. Artistas de arte urbana e grafiteiros visando estabelecer uma identidade ou um museu a céu aberto para a cidade;
  4. Toda a sociedade no sentido da campanha de reutilização das tintas;
  5. Oportunidade das empresas ligadas a construção de oferecer materiais e equipamentos necessários para o desenvolvimento deste projeto;
  6. O reforço ao Turismo da cidade.

O CDA – Colégio de Arquitetos/ Pinhal Arquitetura ofereceu este projeto para a Secretaria de Cultura e fica a disposição para que se realize esta proposta que faz com que a cidade e cidadãos participem da limpeza visual da cidade.

Mogi das Cruzes, 18 de julho de 2018.

Paulo Pinhal.

Presidente do CDA.

Ciclovia leste/oeste

Texto: Paulo Pinhal

Estamos vivendo um momento no qual a certeza que já tínhamos, hoje com a Pandemia deixou exposto com maior intensidade. Nosso Transporte Coletivo não funciona e nosso sistema de transporte esta ultrapassado.

Se considerarmos a que a cidade cresceu e suas ruas e avenidas só esticaram e não se alargaram, o colapso é uma questão de tempo.

Neste momento com o inicio do pós confinamento e com o vírus a solta assistimos o mundo todo se voltar para a mobilidade focando nas bicicletas que são transportes que alem de sua função de ir e vir, também ajuda na qualidade do ar e na saúde de quem a usa.

Um levantamento sobre acidentes no transito feito por uma comissão de funcionários públicos e civis, para estabelecer os números de radares na cidade em 2003, acabou mostrando um problema que é a situação dos ciclistas.

Na época chegamos à conclusão que o ciclismo urbano deveria ter uma atenção especial, pois contingente de acidentes era grande tendo em vista que a cidade não tem vias projetadas para o ciclista, e estes dividem os espaços urbanos com carros, motos e pedestres.

O Artigo que escrevi em conjunto com o Engenheiro Moacyr Machado Cardoso em 2002, para uma Revista Científica da UNICSUL – Universidade Cruzeiro do Sul, sendo publicado parte pelo Jornal Diário de Mogi e mostrado os problemas pela TV Diário, culminaram com a implantação de uma “tímida” ciclo-faixa que começa em algum lugar e termina em outro lugar qualquer sem conexões.

         Uma estratégia operacional deveria ser feita desde 2002 quando foi detectado que de cada 5 acidentes com vítimas fatais, 3 eram ciclistas.

A Lei 13.724/18 em seu 5 artigo estabelece “Nas cidades com mais de quinhentos mil habitantes, as ações do PBB,(Programa Bicicleta Brasil), devem ser compatíveis com o que determina o plano de transporte urbano integrado, exigido pelo art. 41 da Lei nº 10.257, de 10 de julho de 2001 (Estatuto da Cidade), no qual deverão estar previstas, obrigatoriamente, a implantação de ciclovias e a promoção do transporte cicloviário.”

Mogi das Cruzes, já ultrapassou os 500 mil habitantes e o Plano de Mobilidade existente não decolou nas ações que foram propostas pelos Grupos de Ciclistas que participaram do Plano. Tirando as novas Avenidas o resto esta tudo parado.

A Cidade de Mogi das Cruzes é dividida pela Estrada de Ferro. Em função disso temos viadutos, túneis, obras viárias que custaram muito e que de certa forma deixaram a cidade mais feia. Existe uma dívida moral desde a Estrada de Ferro do Norte, uma linha férrea que conectava São Paulo às cidades do Vale do Paraíba. E em 1890, esta ferrovia foi incorporada pela Estrada de Ferro Central do Brasil (EFCB)depois vem Rede Ferroviária Federal (RFFSA), Empresa Brasileira de Transporte Urbano (EBTU),  Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU),  Ferrovia Paulista S/A (FEPASA),finalizado com a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos que nunca se interagiu com a cidade e com a paisagem. Alguns trechos da Estrada de Ferro existem muros altos que zeram as visuais para a nossa Serra do Itapety.

Um dos problemas das administrações anteriores era que a Prefeitura não tem autonomia espacial dentro da própria cidade e com o passar dos anos deixando para o transporte de cargas que é mais rentável, deixou novamente a cidade de lado e os cidadãos sem acesso a mobilidade no sentido do Vale do Paraíba. Para nós mogianos uma Estação em César já faria toda a diferença.

Estamos em época de eleição e com mudanças em todos os sentidos e o momento é oportuno para que possamos reivindicar uma faixa de 2,00 metros para a criação de uma Ciclovia, denominada como CICLOVIA LESTE-OESTE, onde teríamos a mobilidade de ter um caminho que inicia em Jundiapeba e se encerra em César de Souza.

São 15,4 km que contribuiria para o desafogamento de todo o transito da cidade, resolveria o problema de transporte coletivo e de quebra melhoraria a saúde dos praticantes.

Pensamos em uma Ciclovia com bicicletário ao longo dela, com bicicletas de alugueis, com vários pontos de apoio ao longo da Ciclovia e com toda a segurança que o ciclista deve ter.

Não é uma idéia nova e sim um é um desejo a muito tempo de vários ciclistas e que neste momento que estamos passando precisamos com urgência.

Para isto estamos iniciando um abaixo assinado e vamos solicitar para os nossos representantes políticos que se esforcem para que possamos conseguir esta faixa de 2,00 metros que hoje é subutilizada.

Pedimos para que a população mogiana abrace esta idéia e mostre a sua força. Vamos descobrir quem tem o poder de autorizar esta faixa para os cidadãos.

Os grupos de ciclistas estão se organizando para que possamos ter um número de assinaturas em pró desta obra que além de estar previsto em Lei para o Município, ajudará um grande número de pessoas.

Contamos com todos aqueles que se incomodam com o transito de Mogi das Cruzes.

Coletivo MTB – Mogi das Cruzes.

Colégio de Arquitetos

Arquiteto – Paulo Pinhal

Estagiária: Michelle Maki Hasegawa

Apoio:

BiciMogi

Rede Nossa Mogi