Jardim de chuvas -03/26

Jardim de chuvas

Paulo Pinhal

Rios, córregos e enchentes em Mogi das Cruzes: tudo está conectado

Mogi das Cruzes é cortada pelo Rio Tietê e por diversos rios e córregos importantes, como o Ribeirão Ipiranga, o Córrego Lava-Pés, Oropó, Gregório, Corvos, Rio Negro e Rio Claro. Muitos deles passam pelo centro da cidade, inclusive por baixo de ruas como a Rua Ipiranga, a Rua Dr. Ricardo Vilela e a Av. Governador Adhemar de Barros, seguindo até desaguar no Tietê.

O problema é que, com o crescimento urbano e a substituição de solos naturais por asfalto e concreto, a água da chuva passou a infiltrar menos no solo e a escoar muito mais rápido para esses córregos. Como o Rio Tietê possui águas mais lentas, ele nem sempre consegue absorver rapidamente esse grande volume, aumentando o risco de alagamentos em vários pontos da cidade.

Uma das soluções modernas e sustentáveis para reduzir esse impacto são os jardins de chuva. Eles funcionam como áreas ajardinadas que captam e infiltram a água da chuva antes que ela chegue às galerias e córregos.

Além de ajudar a reduzir enchentes, os jardins de chuva:


 Diminuem a sobrecarga da drenagem urbana
 Filtram poluentes antes de chegar aos rios
 Ajudam a recarregar o lençol freático
 Melhoram o microclima
 Deixam a cidade mais bonita e sustentável

Pensar em soluções baseadas na natureza é um caminho importante para enfrentar os desafios das enchentes em Mogi e tornar a cidade mais resiliente.

Você já enfrentou alagamentos no seu bairro ou próximo ao seu trabalho?

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